Quinta-feira, Julho 10, 2008
Porque é que as vezes deixamos tanto por dizer…Porque é que as vezes quando mais queremos dizer algo a alguém, o que queríamos dizer naquele momento, perde-se para sempre nas nossas memorias… Porque não podemos ser como as criancas que dizem tudo aquilo que pensam? Porque temos de filtrar tanto a nossas opinioes, os nossos pensamentos…Lembro-me de variadas razões: medo de ofender…medo de ser inconveniente…medo de ser recusado…medo de ser aceite…Ultimamente apercebi-me de quanto eu não falo aquilo que penso aqui no Japão, e acho que a maior razão é porque talvez tenho receio de parecer demasiado bruta…Os japoneses não se exaltam, e raro terem discussões…e eu gosto tanto discutir…e quase como se me tirassem o tapete debaixo dos pés…as vezes sinto-me inquieta por isso, quero dizer algo, não consigo e nao posso.
Pensem nisto…Quanto a mim decidi que vou tentar falar mais aquilo que penso…
Terça-feira, Julho 08, 2008
Segunda-feira, Junho 30, 2008
Noite de loucos...
Pois é, neste sabado passado fui sair...dançar um pouco de salsa, que já se acabou por tornar um hábito. Semana sim semana não, lá vou eu bailar um bocadinho (que estenda até estar morta de cansaço ;)
Nada especial até aqui...mas nessa noite vivi alguns momentos engraçados...A noite começou bem...era o aniversário de uma amiga da Malasia e lá fomos nós jantar fora, comidinha mexicana (há muito que não me passava na goela carninha boa). Tive oportunidade de conhecer alguns dos amigos Japoneses dela...E é aqui que a historia começa :
"Olá eu sou o Tanaka donde é que tu és?" e eu respondo, "sou a Ana de Portugal"
(Paula é complicado para eles, e anita é dificil de explicar como é que alcunha é maior que o nome) agora imaginem o que ele diz a seguir...
"Não queres vir comigo para casa hoje?" (fiquei sem palavras....foi um ataque muito directo para os standard Japonês)e acabei por responder algo como "se me pedires em Português eu vou..."
Então e não é que o moço passou em Portugal o mês passado a dar a volta ao país em bicicleta....Lisboa - Porto - Serra da Estrela - Evora (ha que reconhecer que o moço pedala bastante e eu pensava que a volta a Portugal em bicicleta não era popular...!!)
Nesta altura...pensei...se calhar até sabe algumas palavritas em Português...já me lixaste!!! lol
Alguns minutos depois respirei de alivio...quando lhe perguntei o que achou de Portugal a resposta foi....
"Não falam nem inglês, nem Japonês...foi um mes a usar linguagem gestual!" (grande falta da nossa parte não falarmos Japonês...)...
Tenho que reconhecer que este não parecia um Japonês tipico...se estava a brincar ou não, nunca irei saber...mas o que é certo, é que quando a minha colega de casa se apresentou e disse que viviamos juntas, ele respondeu, "não há problema podem vir as duas" e segundo o que ela me contou, eles realmente a agarraram e deram-lhe beijinhos (o que pra ela é altamente estranho)...claro que aqui o alcool já deve ter ajudado um bocadinho tambem....
Este foi o preludio que que estava para vir!!!
Depois disto, dançei um bocadinho com o moço e ele acabou por se ir embora...a historia do moço Japonês termina aqui....agora vem a história da moça Japonesa...
Pela primeira vez na minha vida.... (e ênfase para 1ªvez) uma mulher Japonesa, que eu nunca tinha visto na minha vida, convidou-me para dançar! Ha que reconhecer se aos homens falta coragem, já as mulheres japoneses não é bem assim!!! Eu fiquei tão espantada, que disse que sim...e uauh!!!Ela dançava muito bem, agarrou-me como nenhum Japonês faz, com garra...quase que como se houvesse fogo dentro dela... A unica coisa que fui capaz de dizer no final foi "obrigado, danças muito bem..." Estranho, muito estranho...Foi um Momento Zelia Duncan 2!!!
No final da noite, regressei para minha casa sozinha...
Foi uma noite divertida...
Domingo, Junho 22, 2008
O sonho de Galileu!!
Ainda parece que foi ontem que conversava com os meus pais, ou os meus amigos de quão longe ainda estava a realidade de um carro a hidrogénio...(Até porque o preço do petróleo está pela hora da morte...) e no outro dia li no jornal a noticia da comercialização deste novo modelo da Honda com celula de combustivel de hidrogénio.
A tecnologia hoje em dia é uma coisa fantásica a palavra impossível deixou de existir, e sem querer sr um pouco cliché citando a máxima do anúncio da Nike "Impossible is Nothing"...
No inicio somente os americanos poderam disfrutar de tal automovel maravilha movido a hidrogénio...e poluição qué dela...aquele só liberta vapor de água... E para quem está a pensar que tem de haver um ponto mau...è bonito e nem é muito caro ($600 por mês durante 3anos)
Mal posso esperar para experimentar um...
Factos: Honda FCX Clarity (sim, só poderia ter sido os niponicos, aquilo é que deve ter sido afinco, aposto que eles nem dormiam descansados até conseguirem)
- Celula de combustível que transforma o hidrogénio em eletricidade
- autonomia de 270 km
- design super fixe
http://automobiles.honda.com/fcx-clarity/
A tecnologia hoje em dia é uma coisa fantásica a palavra impossível deixou de existir, e sem querer sr um pouco cliché citando a máxima do anúncio da Nike "Impossible is Nothing"...
No inicio somente os americanos poderam disfrutar de tal automovel maravilha movido a hidrogénio...e poluição qué dela...aquele só liberta vapor de água... E para quem está a pensar que tem de haver um ponto mau...è bonito e nem é muito caro ($600 por mês durante 3anos)
Mal posso esperar para experimentar um...
Factos: Honda FCX Clarity (sim, só poderia ter sido os niponicos, aquilo é que deve ter sido afinco, aposto que eles nem dormiam descansados até conseguirem)
- Celula de combustível que transforma o hidrogénio em eletricidade
- autonomia de 270 km
- design super fixe
http://automobiles.honda.com/fcx-clarity/
In the mood!
Aqui deixo uma musiquita de um grupo coreano (há que alargar os nossos horizontes) que descobri recentemente ao ver uma anime Japonesa!! Apesar de não perceber nada do que a cantora diz, a não ser pelo refrão que canta em inglês, gosto bastante da musica.
Terça-feira, Junho 03, 2008
Quando o virus ...a que eles chamam magia comeca a atacar
Ainda deu para tirar umas fotos como o Tico ou o Teco (não sei muito bem qual deles), andar em tudo e mais alguma coisa que consegui (depois das 20h foi um espectaculo...sem filas) desde das montanhas russas alucinantes do Critter Country e Western Country, até ao as changadas do Tom Sawyer e no barco do Mississipi (yuppi)...
When you wish upon a star...
Foi em Abril deste ano (desculpem o atraso) que tive oportunidade de concretizar um dos muitos sonhos que tenho que locais a visitar (haja dinheiro!!)... Quem diria que teria de atravessar o mundo para finalmente ir conhecer a Disneyland...
Domingo, Maio 25, 2008
uma em 365
São 21:50h….Tenho de correr para apanhar a carrinha para vir para casa. Está a chover não vim preparada. Estava um dia tão bonito quando saí de casa que nunca iria imaginar que começaria a chover desta maneira, é sempre assim a chegada do verão aqui!! De um sol radiante para no momento seguinte uma chuva torrencial! Chego à carrinha depois de uma corridinha na chuva, já sinto os pés molhados! Entro e sento-me no assento mais atrás, já havia outra rapariga, muçulmana, usava um lenço que cobria totalmente os seus cabelos e pescoço, acho que são especialmente as mulheres muçulmanas na Ásia que usam este tipo de lenço, que escondem os seus cabelos e pescoço, além disso acho que não há nenhum outro código de vestuário.
A carrinha começa a andar pelas avenidas por onde passo de autocarro todos os dias, os anúncios, os nomes das lojas, as indicações, que há dois anos atrás, não tinham qualquer significado para mim, agora começam a fazer tanto sentido. O que antes não conseguia ler passou agora a ser uma coisa tão normal, nem sequer tenho de pensar muito, que já sei que tipo de loja é, se é um restaurante ou uma pachinko, sinto que passei de um visitante a morador!!
Sinal Vermelho
O motorista parece estar com pressa, é incrível o ritmo das nossas vidas, acordo tarde para que possa dormir mais um bocadinho, despacho-me à pressa, corro para apanhar o autocarro, corro para terminar a leitura de um artigo, corro para terminar um programa, corro para fazer tudo a tempo, corro cheia de pressa para chegar a casa…Passamos as nossas vidas neste ritmo alucinante, sempre cheios de pressa, será que alguma vez paramos para ver o que se passa à nossa volta, como que parar um pouco e aproveitar o momento?
Chegámos!
O relógio da Torre do relógio do campus central da Universidade marca 22:15h, continua a chover, hoje vou a pé para casa. Nunca fui capaz de controlar o chapéu de chuva e a bicicleta , arregaço as calças e ponho-me a caminho. A esta hora nesta parte da cidade, já não se vê muita gente na rua. Começo a andar quando chego à primeira esquina perto do Tori (Santuário), a rapariga muçulmana passa por mim de bicicleta, penso que chegaria mais cedo a casa, se ainda voltasse para trás e fosse buscá-la, Não! Vou a pé hoje, decido!
Continuo a caminhar, os meus pés já estão encharcados, penso que é quase o mesmo que andar descalça. Passo por uma loja de conveniência, cuja iluminação parece dar vida a uma rua que doutra forma já pareceria meio adormecida. Passo por dois Japoneses também a andar a pé, estão a falar qualquer coisa relacionada com resultados de qualquer experiência, ainda não deixaram escola por hoje!
Cruzo-me com outro Japonês que me olha de forma curiosa, porque é que uma estrangeira está a andar sozinha na rua com uma chuva torrencial deve ter pensado. Viro a esquina e passo por uma estalagem para estrangeiros. Aqui geralmente, vejo sempre um estrangeiro, que olha para mim e quase como por solidariedade me devolve um sorriso, como se estivéssemos ambos no mesmo barco, mas será que estamos? Tanto mudou para mim desde que vim para cá! Viro outra esquina e passo por um Sento (sitio para banhos públicos), vejo um Japonês a sair, ainda a ajeitar os sapatos e a preparar-se para enfrentar a chuva!
Chego a casa,
Finalmente, hoje foi um dia longo. São 22:25h, estou completamente encharcada, tiro os sapatos e calças na entrada, tomo um duche quente e vou para o meu quarto, faço um chá e converso um pouco com os meus pais. Passo o resto do meu dia a ver uns episódios de uma anime que tenho andado a ver ultimamente: Honey and Clover. Ainda sem muito sono estendo o futon no chão, leio umas quantas páginas do livro que ando a ler : Night train to Lisbon. Apago a luz são 12:30h.
Boa Noite, Ratrisawad, Bon Soir, Buenas noches, GutenAbend, Goodnight, Kalle nirthra, Spokonoi nochi
A carrinha começa a andar pelas avenidas por onde passo de autocarro todos os dias, os anúncios, os nomes das lojas, as indicações, que há dois anos atrás, não tinham qualquer significado para mim, agora começam a fazer tanto sentido. O que antes não conseguia ler passou agora a ser uma coisa tão normal, nem sequer tenho de pensar muito, que já sei que tipo de loja é, se é um restaurante ou uma pachinko, sinto que passei de um visitante a morador!!
Sinal Vermelho
O motorista parece estar com pressa, é incrível o ritmo das nossas vidas, acordo tarde para que possa dormir mais um bocadinho, despacho-me à pressa, corro para apanhar o autocarro, corro para terminar a leitura de um artigo, corro para terminar um programa, corro para fazer tudo a tempo, corro cheia de pressa para chegar a casa…Passamos as nossas vidas neste ritmo alucinante, sempre cheios de pressa, será que alguma vez paramos para ver o que se passa à nossa volta, como que parar um pouco e aproveitar o momento?
Chegámos!
O relógio da Torre do relógio do campus central da Universidade marca 22:15h, continua a chover, hoje vou a pé para casa. Nunca fui capaz de controlar o chapéu de chuva e a bicicleta , arregaço as calças e ponho-me a caminho. A esta hora nesta parte da cidade, já não se vê muita gente na rua. Começo a andar quando chego à primeira esquina perto do Tori (Santuário), a rapariga muçulmana passa por mim de bicicleta, penso que chegaria mais cedo a casa, se ainda voltasse para trás e fosse buscá-la, Não! Vou a pé hoje, decido!
Continuo a caminhar, os meus pés já estão encharcados, penso que é quase o mesmo que andar descalça. Passo por uma loja de conveniência, cuja iluminação parece dar vida a uma rua que doutra forma já pareceria meio adormecida. Passo por dois Japoneses também a andar a pé, estão a falar qualquer coisa relacionada com resultados de qualquer experiência, ainda não deixaram escola por hoje!
Cruzo-me com outro Japonês que me olha de forma curiosa, porque é que uma estrangeira está a andar sozinha na rua com uma chuva torrencial deve ter pensado. Viro a esquina e passo por uma estalagem para estrangeiros. Aqui geralmente, vejo sempre um estrangeiro, que olha para mim e quase como por solidariedade me devolve um sorriso, como se estivéssemos ambos no mesmo barco, mas será que estamos? Tanto mudou para mim desde que vim para cá! Viro outra esquina e passo por um Sento (sitio para banhos públicos), vejo um Japonês a sair, ainda a ajeitar os sapatos e a preparar-se para enfrentar a chuva!
Chego a casa,
Finalmente, hoje foi um dia longo. São 22:25h, estou completamente encharcada, tiro os sapatos e calças na entrada, tomo um duche quente e vou para o meu quarto, faço um chá e converso um pouco com os meus pais. Passo o resto do meu dia a ver uns episódios de uma anime que tenho andado a ver ultimamente: Honey and Clover. Ainda sem muito sono estendo o futon no chão, leio umas quantas páginas do livro que ando a ler : Night train to Lisbon. Apago a luz são 12:30h.
Boa Noite, Ratrisawad, Bon Soir, Buenas noches, GutenAbend, Goodnight, Kalle nirthra, Spokonoi nochi
Terça-feira, Maio 13, 2008
Blueberry nights
Depois de um dia cheio...depois de ter visto linhas de programação em fortran durante várias horas....aparece um momento, ou melhor cerca 70minutos, que fazem do meu dia um inegualável...
Um dia que começou como tantos outros...que continuou sem previsão ou intenção de mudança...transformou~se como a abóbora...
Isto tudo porque causa de um filme fantástico que vi: My blueberry nights ...entre uma banda sonora cantada por Norah Jones e um ambiente um tanto para o soturno...uma história de vida é contada! E o que é especial nesta história? é uma viagem de relações humanas...desde do marido que bebe porque não conseguiu aceitar a ideia do divórcio, da mulher que pensava que já não amava, da jogadora de póquer que não queria enfrentrar o seu mundo sozinha, e por último a lição de vida de perceber que às vezes é preciso ir bem longe, para ver que o mais importante esta por trás da esquina mais próxima!

"It wasnt so hard to cross the street afterall, it all depends on who is waiting for on the other side!"
"when you are gone the only thing that is left behind are the memories you created in other peoples lives, we are just a couple items on a bill"
Vale a pena ver!!
